Arquivo de março \21\UTC 2009

21
mar
09

Não é nada, somente estrogênio em meus neurônios.

Sem pé

Sem o encontro com você ás 3 da tarde

Sem o tavesseiro e o colchão

Sem os livros e palavras sentadas em cima da minha cabeça

Entro sem motivo para uma vida que não é minha….

balbúrdias biológicas invadem minha razão e tomam meu ser… quando vão emfim controlar os hormônios de forma efetiva? É difícil ser mulher…

20
mar
09

Onde a liberdade se perde

Quanto mais dou aula, mais sinto o século XVIII ressoando pelos corredores e tomando as salas de aulas, como espíritos rondando o que é seu. Alguns alunos espertos os vêem e podem sentir até o seu rastro de cheiro, de gaveta fechada, de arquivo morto, de escrivaninha de madeira ornada e organizada. Não estou falando de espíritos como os espíritas falam, estou falando de uma herança de muito tempo que é mantida e reguardada a sete chaves. Em cada escola ela está lá reinando. Estes alunos a temem e ficam irriquietos quando os professores não a percebem e a mantém. É o reinado da disciplina petrificante. Ela nasceu com a necessidade de disciplinar a população principalmente a trabalhadora, não somente a ficar em um mesmo lugar, mas também a obedecer. A seguir regras que, quando olhamos com nossos olhos humanos, sabemos que são muitas vezes desnecessárias e muitas vezes sem sentido. Muitas vezes ligadas a necessidade de esconder do aluno que ele pode e tem que se construir a partir de suas vontades e necessidades. A escola é dúbia por que se ao mesmo tempo fornece várias ferramentas para a independização do aluno também o castra e diz para fazer somente o que ela diz, que se sairá muito bem na vida.  E se uma boa parcela chegar a ter um trabalho bom e família, será que ele se tornou independente mesmo? Será que este é o objetivo final do professor somente? Devemos fazer uma escola que não finja que eduque para a vida, mas sim que eduque para mudar a vida, mudar a realidade. Não somente dos alunos que vão bem nas notas e conseguem uma faculdade… mas de todos. Que nossos alunos se coloquem como autores de uma nova história não individual, mas também coletiva. Alunos tem que aprender que precisam tomar cuidado com os sonhos deles pois caminharemos sobre seus sonhos, seja quais forem. Estamos aqui para prepará-los para que construam seus próprios sonhos a partir de nossa experiência e de sua rebeldia, iniciativa, audácia, e que isto não morra no abismo do  normal, do conveniente.

19
mar
09

SACOU?

19
mar
09

O Grande Sonho

Fevereiro de 1917. Comeca a revolucao mais violenta de todos os tempos. Em uma semana a sociedade se desfaz de todos os seus dirigentes: o monarca e seus homens da lei, a polícia e os sacerdotes; os proprietários e os gerentes, os oficiais e os amos. Nao há cidadao que nao se sinta livre para decidir em cada momento sua conduta e seu porvir. Surge entao, das profundezas da Rússia, um imenso grito de esperanca, nessa voz se mescla a voz de todos os desesperados, os humilhados e os desemparados. Em Moscou, os operários obrigam seus donos a aprender as bases do novo direito operário. Em Odessa, os estudantes ditam ao seu professor um novo programa de história das civilizacoes; no exército os soldados deixam de obedecer aos seus superiores. NINGUÉM JAMAIS HAVIA SONHADO COM UMA REVOLUCAO ASSIM. Agora esse sonho circula pelas veias de todas as almas desesperadas e desemparadas deste planeta. O Grande sonho A grande debilidade de muitos ?revolucionários? consiste em sua absoluta incapacidade de entusiasmar-se, de elevar-se sobre o nível rotineiro das trivialidades, de fazer surgir um vínculo vital entre ele e os que o rodeiam. O que nao pode incendiar-se, nao pode incendiar sua vida nem a dos demais. A fria malevolencia nao é o bastante para apoderar-se da alma das massas. Muitos revolucionários contemplaram a revolucao com um invejoso espanto. É que a vida pessoal dos revolucionários dificulta sua percepcao dos grandes acontecimentos dos quais participa. Mas as tragédias das paixoes individuais exclusivas é demasiado insípida para o nosso tempo. Porque vivemos em uma época de paixoes sociais. A grande tragédia de nossa época consiste no choque da personalidade individual com a comunidade. Para alcancar o nível de heroísmo e custear o terreno dos grandes sentimentos que dao vida, é necessário que a consciencia se sinta ganha por grandes objetivos. Toda catástrofe individual ou coletiva é sempre uma pedra de toque, pois desnuda as verdadeiras relacoes pessoais e sociais. Hoje em dia é necessário provar este mundo. O poeta, por exemplo, se sentiu independente do burgues e até se enfrentou com ele. Mas quando o assunto se tratou da revolucao, se mostrou um parasita até a medula dos ossos. A psicologia do indivíduo assim mantido e dedicado a ser sanguessuga humano, nao tem rastros de bondade de caráter, respeito ou devocao. Hoje em dia os ?mocinhos? estudam ainda em livros as custas do sacrifício dos explorados, se exercitam em periódicos e criam ?novas tendencias?. Mas quando uma revolta se produz seriamente, em seguida, descobrem que a arte se encontra nas cabanas, nos buracos mais reconditos, onde fazem ninho os cupins. É preciso derrubar a burguesia porque é ela quem fecha o caminho a cultura. A nova arte nao só desnudará a vida, mas lhe arrancará a pele. Amar a vida com o afeto superficial do deleitante, nao é muito mérito. Amar a vida com os olhos abertos, com um sentido crítico cabal, sem adornos, tal como nos aparece, com o que oferece, essa é a proeza. A proeza também é realizar um apaixonado esforco por sacudir aqueles que estao entorpecidos pela rotina, obrigar-lhes a abrir os olhos e fazer-lhes ver o que se aproxima. León Trotsky




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