Arquivo de abril \27\UTC 2009

27
abr
09

1º de maio: Uma história que esquecemos… ou sobre a lavagem cerebral do dia-a-dia

*Lendo isto me convencí. Espero que convençam também. 1º de maio no Patio do colégio perto da Sé, 10h vamos? *

Foi em 1924 que o dia 1º de Maio passou a ser feriado nacional, “… consagrando-se nGreve na Scania (12 de maio de 1978)ão mais a protestos subversivos, mas à glorificação do trabalho ordeiro…”, como disse o presidente Arthur Bernardes. Naqueles tempos (em que era comum trabalhar até 14 horas por dia), a luta pela jornada de 8 horas marcava os 1º de Maio com greves, barricadas e quebra-pau com a polícia. Desde então, a burguesia tenta mudar o caráter desta importante data, marcada a fogo e a sangue como o dia em que a classe trabalhadora relembra e demonstra sua guerra contra a classe burguesa.

Em 1932, às custas de anos de combates sangrentos, a jornada de 8 horas já era uma conquista de amplos setores da classe. O demagogo presidente Getúlio Vargas apenas legalizou a jornada já conquistada e passou a comemorar o 1º de Maio ao mesmo tempo em que reprimia as greves e manifestações, evitando que os trabalhadores avançassem em novas conquistas.

Pode parecer que a discussão sobre uma data “comemorativa” é pouco importante, mas por trás da data está uma discussão profunda e decisiva para quem luta pelo fim da exploração: há anos os governos burgueses tentam institucionalizar e regulamentar as ações do movimento operário para torná-lo “ordeiro” e inofensivo. O 1º de Maio é um símbolo de nossa luta, e em 2008 deve servir para que os trabalhadores da vanguarda reflitam em que medida a burguesia, com a ajuda da burocracia sindical, tem sido vitoriosa nessa tentativa.

1º de Maio de 1968: um dia de luta pela retomada da Praça da Sé

Quatro anos depois do golpe militar, a burguesia asfaltava o caminho do “milagre econômico” arrochando salários e apertando o ritmo de trabalho nas fábricas para aumentar a margem de lucro dos patrões. Os sindicatos estavam tomados por dirigentes sindicais nomeados pelo governo militar e que atuavam como traidores da classe, desarmando a organização dos operários.

Mas os metalúrgicos de Contagem (MG) e Osasco (SP), a partir das comissões de fábrica e de terem retomado dos sindicatos das mãos dos pelegos, puderam organizar duas greves que se enfrentaram diretamente coma ditadura. Em Contagem, foram 16.000 operários paralisando as atividades e ocupando fábricas. Em Osasco, a greve é fortíssima e só termina com a invasão da cidade pelos tanques do exército. A classe operária mostrou aí sua potência para enfrentar a ditadura militar.

Ainda em 1968, o governador de São Paulo, Abreu Sodré, juntou-se aos sindicalistas pelegos para montar uma grande “festa oficial” no 1º de Maio, com um palanque na Sé. Nessa praça, que foi palco dos combates de classe desde o início do século, esperavam embelezar a pelegada, num ato de “glorificação do trabalho ordeiro” e de defesa demagógica de aumento de salários.

Mas eles não contavam que aí também os bravos metalúrgicos de Osasco, que haviam retomado seu sindicato, lutariam pela sua independência política. Esses jovens trabalhadores, que recém haviam derrotado os pelegos, se recusavam a permitir que o 1º de Maio fosse organizado de forma institucional, com a participação da ditadura, dos pelegos e do Ministério do Trabalho.

Organizaram-se para não permitir que o governador falasse, trazendo vários ônibus com operários armados de pedras e paus. Enfrentaram a burocracia e o Estado, obrigando, em plena ditadura militar, que o governador e sua laia se retirassem. Ao invés da festa do 1º de Maio institucional e ordeiro, a “autoridade” Abreu Sodré levou uma pedrada na cabeça e teve que fugir para o hospital, enquanto os trabalhadores retomavam o palanque e festejavam o seu 1º de Maio com independência de classe, sem patrões nem governo nem traidores da classe.

1º de Maio de 1980: em meio à greve, uma data para organizar a solidariedade de classe

Em 1980, os metalúrgicos do ABC tocavam uma greve massiva. Partindo das reivindicações de salário, pagamento das horas extras e estabilidade no emprego, acabavam se enfrentando diretamente com a ditadura militar (agora já nos seus anos finais). A radicalidade e a força da greve concentrava a atenção de todo o país e arrepiava os cabelos da patronal. Desde 1968 as reuniões públicas de trabalhadores estavam proibidas e eram duramente reprimidas, mas em 1980 o “dia do trabalho” se transformou em marco de solidariedade com a greve dos metalúrgicos do ABC e uma demonstração de força contra a ditadura militar.

Iniciado sob forte tensão, com mais de 5.000 policiais prontos para reprimir, o ato marchou pelas ruas de São Bernardo e reuniu 100.000 trabalhadores no estádio da Vila Euclides, obrigando a polícia e o exército a recuarem. É importante lembrar que Lula e a direção “autêntica” do sindicato estavam atrás das grades, presos pela ditadura e o sindicato sob intervenção do Ministério do Trabalho. A organização desse 1º de Maio ficou nas mãos do fundo de greve, onde se organizaram os trabalhadores depois que o sindicato foi fechado.

No ato, diversas delegações de trabalhadores de todo o país levavam contribuições financeiras ao fundo de greve, coletadas entre trabalhadores. A marcha até a Vila Euclides deu ao 1º de Maio um caráter que ele há muito não tinha: um marco de solidariedade de classe, unindo os trabalhadores para defender a luta dos metalúrgicos.

Não é meramente simbólico que, semanas depois, Lula saia da prisão, não para aprofundar o espírito do 1º de Maio, mas para garantir o fim da greve e a derrota dos metalúrgicos. Se estivesse solto, Lula provavelmente tentaria garantir que o “dia do trabalho” de 1980 não se transformasse em um “protesto subversivo”. Nos anos seguintes, Lula e o PT impediram que a força das greves metalúrgicas unificasse a classe para derrubar a ditadura e punir os responsáveis pelas prisões, torturas e desaparecimentos. Em troca, o petismo escolheu a transição “lenta, gradual e pacífica” das “Diretas Já”, protegendo os assassinos e torturadores que até hoje mantêm cargos e posses conquistadas sobre o sangue e suor dos lutadores e operários.

1º de Maio de 2008: retomar as lições do movimento operário

Nas primeiras décadas do século XX, o 1º de Maio servia para marcar greves gerais, atos políticos e de solidariedade de classe. Era o dia de colocar em ação os planos de luta da nossa classe. A burguesia tentou tão arduamente institucionalizar o 1º de Maio e transformá-lo em uma simples festa justamente para evitar que isso acontecesse. A herança que nos deixou a escola petista de militância são os atos limitados aos discursos de dirigentes sindicais, com a presença passiva e ordeira dos trabalhadores, desligando o 1º de Maio dos problemas reais da classe.

Não é de se espantar então que a CUT convoque mais um 1º de Maio com shows e sorteios financiados pela patronal e o governo. Com tanta conciliação com a burguesia, a bandeira de redução da jornada de trabalho não passa de um enfeite. Os trabalhadores não devem se enganar com o discurso petista e muito menos comparecer a um 1º de Maio institucional e atrelado ao governo e à burguesia.

Contra essa vergonha, estaremos, nesse 1º de maio, na Praça da Sé e lutaremos para que esse dia não seja apenas uma festa com alguns discursos radicalizados. Os trabalhadores precisam de um plano de ação concreto. Para isso é preciso retomar as lições dos 1º de Maio passados e transformar novamente essa data num marco de organização e luta para o conjunto da classe.

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ALGUNS MARCOS DE LUTA NO PRIMEIRO DE MAIO

dados retirados do site do núcleo Piratininga de comunicação

1906

Rio de Janeiro

A Federação Operária do Rio de Janeiro convida associações e sindicatos de vários estados e realiza o 1º Congresso Operário Brasileiro, que delibera: “1º de Maio de 1907: greve pelas 8 horas”.

Jundiaí – SP

Greve dos ferroviários pelas 8 horas, de 15 a 31 de maio. A força pública intervém: massacra. Mortos, feridos, presos e espancados.

1907

São Paulo

Manifestação na Praça da Sé. Ocupação Policial. Dia 04 de maio começa uma greve generalizada na cidade. No final os marmoristas (Construção Civil) conseguem a aprovação das 8 horas.

Porto Alegre

Greve Geral na cidade conquista 9 horas para todos.

1919

Rio de Janeiro

Mais de 60 mil grevistas no 1º de Maio… “Viva a Revolução Soviética”, “Viva Lênin” e se canta a Internacional!

Recife / Porto Alegre

Barricadas, mortos, feridos, presos. Os empresários aceitam as 8 horas.

Título original: 1º de maio de 2008: aprender com as lições do movimento operário brasileiro (http://www.ler-qi.org/spip.php?article1101)



27
abr
09

Sou fã desta chinesa-inglesa escocesa por criação…

Como primeiro post musical, esta mulher… além de ser parecida comigo (rsrsrs), sou fã por que subiu no palco velha, com 20 e tantos anos e só, só  com o violão,  inventou um jeito próprio de não estar sozinha no palco e subiu nas paradas (claro que nem tanto no Brasil, justamente este é o intuito deste post). E sua voz…sua voz! Fez  o estilo Janis Joplin de ser ou roqueiro de ser, voltar com um ar  mais fresco e calmo.  Acho rox!

Primeira parte:  O início de tudo…

Segunda parte: Ser fã no fundo é ser um pouco louco….

Terceira parte (final): MTV e suas backvocals…

27
abr
09

mais sobre sensoriamento remoto

Este texto é um complemento do que se encontra no livro, acerca das páginas 269 e 270.

O Sensoriamento Remoto é composto ativamente de diferentes maneiras por diversos autores, sendo a definição mais usual a adotada por Avery e Berlin (1992) e Meneses (2001): uma técnica para obter informações sobre objetos através de dados coletados por instrumentos que não estejam em contato físico como os objetos investigados.

Por não haver contato físico, a forma de transmissão dos dados (do objeto para o sensor) só pode ser realizada pela Radiação Eletromagnética, por ser esta a única forma de energia capaz de se propagar pelo vácuo. Considerando a Radiação Eletromagnética como uma forma de energia, o Sensoriamento Remoto pode ser definido com maior rigor como uma medida de trocas de energia que resulta da interação entre a energia contida na Radiação Eletromagnética de determinado comprimento de onda e a contida nos átomos e moléculas do objeto de estudo.

Outros autores preferem restringir o conceito à área de aplicação de monitoramento da superfície terrestre.

Histórico

A evolução do sensoriamento remoto está ligada a alguns dos principais eventos abaixo:

* 1822 – Desenvolvimento da teoria da luz

o – Newton: decomposição da luz branca

o – Utilização de uma câmara primitiva

* 1839 – Desenvolvimento de equipamentos ópticos

o – Pesquisas de novas substâncias fotosensíveis

* 1859 – Utilização de câmaras fotográficas a bordo de balões

* 1903 – Utilização de fotografias aéreas para fins cartográficos

* 1909 – Tomadas de fotografias aéreas a bordo de aviões

* 1930 – Coberturas sistemáticas do território para fins de levantamento de recursos naturais

* 1940 – Desenvolvimento de equipamentos para radiometria sensíveis à radição infravermelha

o – Utilização de filmes infra-vermelhos na II Guerra Mundial, para detecção de camuflagem

* 1944 – Primeiros experimentos para utilizar câmaras multi-espectrais

* 1954 – Desenvolvimento de radiômetros de microondas

o – Testes iniciais visando aq construção de radares de visada lateral

* 1961 – Desenvolvimento de processamentos ópticos e digitais

o – Primeiros radares de visada lateral

* 1962 – Desenvolvimento de veículos espaciais tripulados e não-tripulados

o -Lançamento de satélites meteorológicos

o – Primeira fotografia orbital MA-4-Mercury

* 1972 – Fotografias digitais tiradas pelo programa Gemini

o – Surgem outros programas espaciais envolvendo satélites de recursos naturais: SEASAT, SPOT, ERS, LANDSAT

* 1983 + Lançamento do Landsat 4, SIR-A, SIR-B, MOMS

* 1991 – Lançamento do ERS-1

* 2008 – Lançamento da constelação RapidEye

Princípios básicos

Três elementos são fundamentais para o funcionamento de um sistema de Sensoriamento Remoto: Objeto de estudo, Radiação Eletromagnética e um Sensor.

Pelo princípio da conservação da energia, quando a radiação eletromagnética incide sobre a superfície de um material, parte dela será refletida por esta superfície, parte será absorvida e parte pode ser transmitida, caso a matéria possua alguma transparência. A soma desses três componentes (Reflectância, Absorbância e Transparência) é sempre igual, em intensidade, à energia incidente.

O que nossos olhos percebem como cores diferentes são, na verdade, radiação eletromagnética de comprimentos de onda diferentes. A cor azul corresponde ao intervalo de 0,35 a 0,50µm, a do verde vai de 0,50 a 0,62µm e a do vermelho, de 0,62 a 0,70µm (os intervalos são aproximados, e variam segundo a fonte de consulta). Estes intervalos também são conhecidos como ‘regiões’. Acima do vermelho, está a região do infravermelho, e logo abaixo do azul está o ultravioleta.

Os sensores remotos medem as intensidades do Espectro eletromagnético e, com essas medidas, obtém imagens nas regiões do visível (azul, verde e vermelho) ao infravermelho medem a intensidade da radiação eletromagnética refletida em cada intervalo pré-determinado de comprimento de onda.

Tipos e utilização

O sensoriamento remoto pode ser em nível terrestre, sub-orbital e orbital.

Os representantes mais conhecidos do nível sub-orbital são as também chamadas fotografias aéreas, utilizadas principalmente para produzir mapas. Neste nível opera-se também algumas câmeras de vídeo e radares.

No nível orbital estão os balões meteorológicos e os satélites. Os primeiros são utilizados nos estudos do clima e da atmosfera terrestre, assim como em previsões do tempo. Já os satélites também podem produzir imagens para uso meteorológico, mas também são úteis nas áreas de mapeamento e estudo de recursos naturais.

Ao nível terrestre são feitas as pesquisas básicas sobre como os objetos absorvem, refletem e emitem radiação. Os resultados destas pesquisas geram informações sobre como os objetos podem ser identificados pelos sensores orbitais.

Desta forma é possível identificar áreas de queimadas numa imagem gerada de um satélite, diferenciar florestas de cidades e de plantações agrícolas e até identificar áreas de vegetação que estejam doentes ou com falta de água.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sensoriamento_remoto

27
abr
09

Escala cartográfica

O conceito de escala um pouco mais detalhado. bjs!

Como interpretar reduções em mapas

Cláudio Mendonça*

Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

O mapa é uma imagem reduzida de uma determinada superfície. Essa redução – feita com o uso da escala – torna possível a manutenção da proporção do espaço representado. É fácil reconhecer um mapa do Brasil, por exemplo, independente do tamanho em que ele é apresentado, pois a sua confecção obedeceu a determinada escala, que mantém a sua forma. A escala cartográfica estabelece, portanto, uma relação de proporcionalidade entre as distâncias lineares num desenho (mapa) e as distâncias correspondentes na realidade.

As escalas podem ser indicadas de duas maneiras, através de uma representação gráfica ou de uma representação numérica.

Escala gráfica
A escala gráfica é representada por um pequeno segmento de reta graduado, sobre o qual está estabelecida diretamente a relação entre as distâncias no mapa, indicadas a cada trecho deste segmento, e a distância real de um território. Observe:

1

De acordo com este exemplo cada segmento de 1cm é equivalente a 3 km no terreno, 2 cm a 6 km, e assim sucessivamente. Caso a distância no mapa, entre duas localidades seja de 3,5 cm, a distância real entre elas será de 3,5 X 3, ou 10,5 km (dez quilômetros e meio). A escala gráfica apresenta a vantagem de estabelecer direta e visualmente a relação de proporção existente entre as distâncias do mapa e do território.

Escala numérica
A escala numérica é estabelecida através de uma relação matemática, normalmente representada por uma razão, por exemplo: 1: 300 000 (1 por 300 000). A primeira informação que ela fornece é a quantidade de vezes em que o espaço representado foi reduzido. Neste exemplo, o mapa é 300 000 vezes menor que o tamanho real da superfície que ele representa.

Na escala numérica as unidades, tanto do numerador como do denominador, são indicadas em cm. O numerador é sempre 1 e indica o valor de 1cm no mapa. O denominador é a unidade variável e indica o valor em cm correspondente no território. No caso da escala exemplificada (1: 300 000), 1cm no mapa representa 300 000 cm no terreno, ou 3 km. Trata-se portanto da representação numérica da mesma escala gráfica apresentada anteriormente.

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Caso o mapa seja confeccionado na escala 1 300, cada 1cm no mapa representa 300 cm ou 3 m.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1701u49.jhtm

27
abr
09

Quadro histórico-geográfico do desenvolvimento das forças produtivas

quadro_desv-homem4

27
abr
09

Projeções

Pessoal, material resumão para quem for estudar mais um pouco….

http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1701u70.jhtm




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