Este texto é um complemento do que se encontra no livro, acerca das páginas 269 e 270.
O Sensoriamento Remoto é composto ativamente de diferentes maneiras por diversos autores, sendo a definição mais usual a adotada por Avery e Berlin (1992) e Meneses (2001): uma técnica para obter informações sobre objetos através de dados coletados por instrumentos que não estejam em contato físico como os objetos investigados.
Por não haver contato físico, a forma de transmissão dos dados (do objeto para o sensor) só pode ser realizada pela Radiação Eletromagnética, por ser esta a única forma de energia capaz de se propagar pelo vácuo. Considerando a Radiação Eletromagnética como uma forma de energia, o Sensoriamento Remoto pode ser definido com maior rigor como uma medida de trocas de energia que resulta da interação entre a energia contida na Radiação Eletromagnética de determinado comprimento de onda e a contida nos átomos e moléculas do objeto de estudo.
Outros autores preferem restringir o conceito à área de aplicação de monitoramento da superfície terrestre.
Histórico
A evolução do sensoriamento remoto está ligada a alguns dos principais eventos abaixo:
* 1822 – Desenvolvimento da teoria da luz
o – Newton: decomposição da luz branca
o – Utilização de uma câmara primitiva
* 1839 – Desenvolvimento de equipamentos ópticos
o – Pesquisas de novas substâncias fotosensíveis
* 1859 – Utilização de câmaras fotográficas a bordo de balões
* 1903 – Utilização de fotografias aéreas para fins cartográficos
* 1909 – Tomadas de fotografias aéreas a bordo de aviões
* 1930 – Coberturas sistemáticas do território para fins de levantamento de recursos naturais
* 1940 – Desenvolvimento de equipamentos para radiometria sensíveis à radição infravermelha
o – Utilização de filmes infra-vermelhos na II Guerra Mundial, para detecção de camuflagem
* 1944 – Primeiros experimentos para utilizar câmaras multi-espectrais
* 1954 – Desenvolvimento de radiômetros de microondas
o – Testes iniciais visando aq construção de radares de visada lateral
* 1961 – Desenvolvimento de processamentos ópticos e digitais
o – Primeiros radares de visada lateral
* 1962 – Desenvolvimento de veículos espaciais tripulados e não-tripulados
o -Lançamento de satélites meteorológicos
o – Primeira fotografia orbital MA-4-Mercury
* 1972 – Fotografias digitais tiradas pelo programa Gemini
o – Surgem outros programas espaciais envolvendo satélites de recursos naturais: SEASAT, SPOT, ERS, LANDSAT
* 1983 + Lançamento do Landsat 4, SIR-A, SIR-B, MOMS
* 1991 – Lançamento do ERS-1
* 2008 – Lançamento da constelação RapidEye
Princípios básicos
Três elementos são fundamentais para o funcionamento de um sistema de Sensoriamento Remoto: Objeto de estudo, Radiação Eletromagnética e um Sensor.
Pelo princípio da conservação da energia, quando a radiação eletromagnética incide sobre a superfície de um material, parte dela será refletida por esta superfície, parte será absorvida e parte pode ser transmitida, caso a matéria possua alguma transparência. A soma desses três componentes (Reflectância, Absorbância e Transparência) é sempre igual, em intensidade, à energia incidente.
O que nossos olhos percebem como cores diferentes são, na verdade, radiação eletromagnética de comprimentos de onda diferentes. A cor azul corresponde ao intervalo de 0,35 a 0,50µm, a do verde vai de 0,50 a 0,62µm e a do vermelho, de 0,62 a 0,70µm (os intervalos são aproximados, e variam segundo a fonte de consulta). Estes intervalos também são conhecidos como ‘regiões’. Acima do vermelho, está a região do infravermelho, e logo abaixo do azul está o ultravioleta.
Os sensores remotos medem as intensidades do Espectro eletromagnético e, com essas medidas, obtém imagens nas regiões do visível (azul, verde e vermelho) ao infravermelho medem a intensidade da radiação eletromagnética refletida em cada intervalo pré-determinado de comprimento de onda.
Tipos e utilização
O sensoriamento remoto pode ser em nível terrestre, sub-orbital e orbital.
Os representantes mais conhecidos do nível sub-orbital são as também chamadas fotografias aéreas, utilizadas principalmente para produzir mapas. Neste nível opera-se também algumas câmeras de vídeo e radares.
No nível orbital estão os balões meteorológicos e os satélites. Os primeiros são utilizados nos estudos do clima e da atmosfera terrestre, assim como em previsões do tempo. Já os satélites também podem produzir imagens para uso meteorológico, mas também são úteis nas áreas de mapeamento e estudo de recursos naturais.
Ao nível terrestre são feitas as pesquisas básicas sobre como os objetos absorvem, refletem e emitem radiação. Os resultados destas pesquisas geram informações sobre como os objetos podem ser identificados pelos sensores orbitais.
Desta forma é possível identificar áreas de queimadas numa imagem gerada de um satélite, diferenciar florestas de cidades e de plantações agrícolas e até identificar áreas de vegetação que estejam doentes ou com falta de água.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sensoriamento_remoto
0 Respostas para “mais sobre sensoriamento remoto”